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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Deputado Jair Bolsonaro destila mais estudidez em discurso na Câmara

Bolsonaro: 'Se o seu negócio é amor com homossexual, assuma' (Carlos Moura/CB/D.A Press )
Bolsonaro: "Se o seu negócio é amor com homossexual, assuma"

Reincidente em disparar frases preconceituosas sob medida para agradar ao eleitorado de extrema direita, o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) usou ontem (24) a tribuna da Câmara dos Deputados para questionar a orientação sexual da presidente Dilma Rousseff. Ao atacar a campanha elaborada pelo governo para combater o preconceito contra homossexuais, Bolsonaro afirmou que Dilma deveria assumir seu “amor por homossexual”. “Dilma Rousseff, pare de mentir. Se gosta de homossexual, assuma. Se o seu negócio é amor com homossexual, assuma, mas não deixe que essa covardia entre nas escolas do primeiro grau”, disse o deputado. As declarações do parlamentar constrangeram colegas que estavam no plenário da Casa e fez juristas pedirem a aplicação de punições pelo Conselho de Ética da Casa.

Mais tarde, o parlamentar tentou amenizar a fala negando que tivesse falado sobre as preferências sexuais da presidente. Segundo Bolsonaro, ele teria se referido ao amor de Dilma pela causa homossexual. Não é a primeira vez que o deputado carrega além do limite nas declarações para, logo depois, recuar do que disse em público. Em março deste ano, quando questionado pela cantora Preta Gil sobre o que faria se seu filho se relacionasse com uma mulher negra, Bolsonaro destilou intolerância. “Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja”, disse.

A declaração valeu a abertura de um processo no Conselho de Ética da Câmara, por quebra de decoro parlamentar. Bolsonaro disse não ter entendido a pergunta da cantora e acabou absolvido, em junho. Livre de punição, voltou à carga no mesmo dia. “Nenhum pai teria orgulho de ter um filho gay. Sou um parlamentar com P maiúsculo, não com H minúsculo de homossexual”, discursou.

Processo
O PT anunciou que entrará com nova representação para investigar a conduta do deputado no discurso de ontem. “Ele não pode usar a imunidade parlamentar para delinquir”, criticou o líder petista na Casa, Paulo Teixeira (SP). Para juristas e deputados, uma punição severa ao parlamentar dicilmente prosperaria por causa da imunidade parlamentar. “Ele tem direito à imunidade parlamentar garantido pela Constituição. Pode falar esse tipo de coisa, por mais absurda que seja”, disse o presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PSD-BA).

O ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello classificou a atitude como abusiva: “O que ocorreu é um abuso de retórica inconcebível porque beira a agressão gratuita”. O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, defendeu que a imunidade parlamentar não comportaria “agressões” e que ele está sujeito a sofrer processos por injuria e difamação. “Não se trata de discriminação ou preconceito, mas é uma agressão gratuita, mal educada e que não se compatibiliza com a dignidade que se espera de uma pessoa pública”, critica Ophir Cavalcante.

PMDB vai à tevê com Dilma e Lula
O programa do PMDB foi ao ar na noite de ontem com participações da presidente Dilma Rousseff e de Lula. Foi a primeira vez que Dilma apareceu em uma gravação da legenda. A produção, ancorada pelo ator Milton Gonçalves, trouxe caciques peemedebistas como Valdir Raupp, Renan Calheiros, Romero Jucá e Henrique Eduardo Alves. Ele ecoaram metas do governo federal, como o combate à pobreza. O partido aproveitou o espaço para trabalhar a imagem de Gabriel Chalita para a eleição à prefeitura de São Paulo. No intuito de evitar contestações judiciais, Dilma não gravou participação especial para o programa — a legenda exibiu um trecho do discurso dela feito em encontro do partido. (Júnia Gama)

Colaborou Júnia Gama

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