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quinta-feira, 22 de março de 2012

Reflexões sobre a natureza do mal



Ética e violência:
Reflexões sobre a natureza do mal


MARCONI PEQUENO
Professor do Departamento de Filosofia
e do Programa de Pós-Graduação em Filosofia
CCHLA - UFPb
E-mail: marconip@bol.com.br
Trata-se de refletir sobre a violência, o mal que a engendra e suas implicações no campo da moral. A palavra violência sugere inúmeras significações. Quase sempre seu sentido é tomado de forma pejorativa. Definir um ato como violento significa considerá-lo como algo negativo. Eis o que nos permite de dar uma definição persuasiva do termo, caracterizando como violento aquilo que nos horroriza, constrange, envergonha, ou seja, todo ato moralmente reprovável (Persuasive definitions, Alfred Ayer & Charles Stevenson).

Por outro lado, somente podemos formular uma definição pejorativa da violência se aceitarmos a noção de que se trata de um ato moralmente negativo, ou seja, de um ato que provoca no ser humano um dano qualquer. Uma definição adequada do termo violência deve, pois, justificar o julgamento que considera um ato violento como um fato moralmente negativo. Porém, toda violência pode ser considerada um ato moralmente negativo, mas nem todo ato moralmente negativo se caracteriza como violento.

Costuma-se definir a violência como sendo toda ação intencional que implique a morte de uma ou mais pessoas, o constrangimento, o sofrimento ou lesões físicas e psicológicas contra a sua vontade. Ora, mas existem atos reputados violentos praticados por indivíduos contra si mesmos. O suicídio individual ou coletivo, o ato de imolação com o fogo em sinal de protesto, bem como a greve de fome, são atos executados com o concurso da vontade da vítima. Nesse sentido, o princípio da vontade não garante a adequação do conceito aos casos possíveis.

O constrangimento, da mesma forma, parece ser uma condição necessária da violência, mas não é uma condição suficiente. Toda violência é um ato de constrangimento, mas nem todo constrangimento é violento. A violência não precisa da força física para se manifestar. Aliás, pode ela mesma se expressar sem que se constate a presença de lesões físicas ou psicológicas no indivíduo por ela atingido. A violência, muito dela se fala, pouco sobre ela se reflete.

O uso indiscriminado do termo violência identificando-a com toda espécie de poder coercitivo produz o grave erro de se colocar sob a mesma categoria relações que são diversas entre si pelos caracteres estruturais, pelas funções, pelos efeitos. Por isso, convém diferenciá-la da coação, da opressão, da ameaça, da manipulação do poder e, em particular do poder político. E mesmo que tal poder possa basear-se no exercício e no monopólio da violência legítima, esta não é o fundamento exclusivo daquele. O poder da violência nem sempre se traduz em violência do poder. Nem todo poder é exercido violentamente. O poder age sobre a vontade do outro, a violência freqüentemente sob sua condição física ou psicológica.
Ler conteudo completo (http://www.dhnet.org.br/direitos/codetica/textos/pequeno_etica.html )

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